domingo, 15 de janeiro de 2012

Indicação

Galera, dêem uma olhada nesse blog que é muito bacana!

http://www.desligadohiperativo.blogspot.com/


Não posso ser mãe

 

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Eu tive um namorado que quando descobriu que era bipolar, decidiu que para o bem de todos e especialmente da criança, não teria filhos.

Para o meu bem, melhor eu não ter filhos. Por sorte, meu atual namorado concorda comigo. Mas não é porque TDAH – ou bipolaridade, que não é nosso caso – tem um fator genético forte. Se a gente passa por isso e sobrevive, nosso filho também conseguiria!

Não é porque eu, como TDAH, teria dificuldades em estudar com meu filho e atentar para os horários dele e minhas responsabilidades como mãe. Isso é superável! (com muito esforço)

Estava na casa de parentes do meu namorado e vi um brinquedinho que imitava um livrinho, feito só de figuras e que tocava musiquinhas.

Em menos de 3 minutos olhando o livrinho eu inventei toda uma estorinha baseada nas figuras, apertando todos os botõezinhos com musiquinha. Meu namorado achou tão bonitinho – ele acha as minhas bobices engraçadinhas – que me fez contar a estorinha na frente da família toda e eu fiquei com cara de idiota na frente de todo mundo.

Eu não posso ser mãe. É porque eu provavelmente seria mais abobada que a criança. Gargalhando

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Meu amigo Hari

Pode ter gente que vai achar que enlouqueci de vez, mas tive uma experiência sensacional na semana passada!

Eu tenho recebido algumas ministrações de reiki semanalmente, pra equilibrar minhas energias. 

Confesso que eu não levava muita fé, não sentia muitas mudanças depois das sessões. Mas eu continuava indo, na esperança de em algum momento ter uma epifania durante alguma sessão. Eu queria alguma mudança no meu estado emocional, que andava meio abalado. Acabava que afetava mais meu físico do que meu mental. Curei uma dor de garganta e uma de estômago durante as sessões.

Até que na quarta passada, assim que eu deitei na maca, ouvi uma voz dentro da minha cabeça:

- Oi.

Imaginem,por favor, nesse momento, minha cara espiritual de kipohaehessa.

Continuei ouvindo aquela voz masculina que conversava comigo como se me conhecesse de longa data e pensei "será que to me auto-sugestionando? Será que pirei de vez e agora escuto vozes?Ah, seja lá o que for, a sensação é ótima, vou ouvir!"

Eu já ouvi vozes antes, consigo distinguir quando sou eu pensando e quando é algum amiguinho me sugestionando, vamos colocar assim.

Pra quem não sabe, eu sou espírita, já estudei angeologia e magia branca, então, tenho esse ladinho holístico que eu não explano muito, até porque isso destoa demais do meu lado racional e científico (embora não conheça uma doutrina religiosa mais científica do que o espiritismo). Sou basicamente uma nova versão do Isaac Newton, hehe. (Menos, menina, menos.)

Então, quando ouvi essa pessoa me dizendo que eu a procurava pouco, estava orando de menos, que esquecia que tinha muitos amigos que queriam meu bem, senti uma paz tão grande, a paz que eu vinha procurando esses meses todos! (Só de contar isso pra vocês e lembrar da sensação, meu coração se enche de alegria!)

Nessa época em que estive chateada por ter feito merda no trabalho me senti totalmente abandonada. Achava que ninguém me compreendia, chorava toda noite até dormir, isso quando dormia. Orava nos momentos de desespero, mas não achava solução pra minha agonia, pra minha culpa e decepção. Além de tudo, estava quase convencida de que passava por algum tipo de obsessão espiritual, pois não conseguia me livrar daquela situação racionalmente. Minha terapeuta pedia tempo pra mim mesma, mas eu não podia dispor desse luxo.

Meu "novo" amigo me mostrou, enquanto de olhos fechados eu visualizava o que ele me dizia, que o rapaz com quem sempre sonho era ele e em uma frase, decifrei quem era:

- Você só dá atenção pra eles (apontando pra alguns irmãos de pouca luz que por ali estavam), não fala mais comigo. Tô ficando com ciúmes, viu?

Esse jeitinho brincalhão eu conheço. Sempre que estava mal, desde criança, rezava pra Hariel, meu anjo da guarda, e como um bom querubim, ele sempre dizia algo que me fazia sorrir. Depois de mocinha, entendia que aquele pensamento "abobado", que me fazia sorrir entre lágrimas, não era meu.

Conversamos (mentalmente, eu de olhinho fechado recebendo o reiki) durante uma hora num tomaládácá frenético, cheio de reprimendas e recomendações. Ainda assim, meu coração saltitava, minha alegria era tanta! Era como encontrar um velho amigo que não via há muito tempo! No fim de sessão, eu era outra pessoa! Era um misto de paz e alegria que contaminava cada uma das minhas mitocôndrias. Era meu novo oxigênio.

Ele me pediu que orasse mais, que aproveitasse as oportunidades que a vida apresenta pra mim, me ajudou a acalmar minhas preocupações e disse que acima de tudo, andasse em vez de correr.

- Respira fundo e anda. Não corre. Nem tudo precisa acontecer enquanto você corre. Paciência com você mesma.

Não sei ser feliz sem querer abraçar o mundo, dar a volta nele em um dia com um pulo só, voar por vários mundos alçada por alguns balões em poucos dias. No fim do dia chego a estar sem fôlego, exaurida de mim mesma. Mas saber que tem alguém olhando por mim enquanto eu faço tudo isso me dá um aconchego no coração, um alívio no peito.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Encarando os inimigos



Meu maior inimigo é meu medo. Meu maior medo sou eu mesma.

E não é porque o meu cérebro funciona diferente do de algumas pessoas, mas porque, por conta disso, passei a acreditar que eu pudesse ser menos capaz do que alguém que não tenha os mesmos obstáculos que eu, e isso é uma bobagem!
Todo mundo tem obstáculos e isso não justifica a derrota. Dificuldade taí pra todo mundo e a nossa obrigação é se superar e evoluir, em todos os sentidos. 

Se a gente encara nossos medos e limitações de frente fica mais fácil superá-los. O vencedor é aquele que conhece bem seu inimigo.



Mas enquanto eu não compreendi essas coisas todas, sofri um bocadinho, viu?

Ultimamente, eu andava numa tristeza de dar dó. O trabalho me cobrava em níveis que eu não podia corresponder. Com dificuldades em delegar tarefas e sofrendo da necessidade extrema de controlar todas as variáveis de todos os problemas - uma característica típica do TDA - acabei me enrolando
e cometendo erros crassos, que prejudicaram meu trabalho.

Sempre fui dedicada, comprometida, organizada e colaborativa - palavras da minha chefe - e receber o golpe de decepcionar meus gestores, meus colegas de trabalho, a mim mesma, me fez entrar na sala da minha terapeuta, que eu já frequentava há 2 anos, ansiosa pra obter um alento, uma resposta, uma explicação que eu não sabia dar pra tanta pisada de bola!Eu simplismente não sabia explicar o que eu tinha feito de errado, como aquilo tinha passado pelos meus olhos sem eu reparar!

Quando descobri que era TDAH, não só soube que minha desatenção tinha uma explicação, mas como ela funcionava. O que faz ela piorar, melhorar, estagnar...

Hoje eu não vivo apesar do TDAH, mas através dele. Não dá pra usar o TDA como desculpa, tem que aprender a usar ele a seu favor.

Meu trabalho é sistemático, metódico e exige muita atenção. Quando eu consigo, hiperfoco na minha tela de computador e passo o dia trabalhando. Mas tem dias que eu preciso levantar e dar um passeio ou dois, pra espairecer e voltar a me concentrar. A gente tem que aceitar nossas limitações. Meus planos envolvem arranjar um novo trabalho, de preferência um em que eu possa criar, escrever, me agitar. A época mais feliz da minha vida foi quando fui estagiária de Direito. Fazia minhas pesquisas, escrevia minhas próprias peças e passava o dia todo correndo de lá pra cá nos fóruns da cidade.

Sou formada em Direito e um dos meus maiores medos é de quando me tornar advogada, perder meus prazos por puro esquecimento ou desorganização! Sei que terei provavelmente um estagiário pra me ajudar, mas isso é responsabilidade do advogado, não do estagiário. 

Por conta desses medos, desenvolvi vários métodos de organização pra driblar meu TDA. É o que a gente acaba fazendo quando acha que é mais desligadinha que os outros! Depois do diagnóstico, a gente usa as ferramentas adequadas: medicação, terapia cognitiva-comportamental, yoga, meditação, alimentação balanceada, exercícios físicos pra exaurir a energia acumulada da hiperatividade.

E depois dos erros que cometi, estou tentando reconstruir minha auto-estima fazendo o que eu sei melhor: trabalhar muito! Não tenho outra alternativa pra limpar minha barra a não ser fazer o meu melhor e demonstrar que posso dar a volta por cima. Às vezes fico meio caidinha, cansada e desanimada, frustrada e deprimida, mas logo me levanto e bato a poeira. Fazer o que, né? Suicídio não pode ser uma opção.

Viver com TDAH é como brincar de bambolê. A gravidade quer puxar seu brinquedo pra baixo, mas com equilíbrio, ginga e jogo de cintura, a brincadeira fica divertida!

Tô me lixando pra gravidade! Meu bambolê continua girando!



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Facebook




Boa noite, avoadinhos!


Criei uma página no Facebook pra divulgar os posts do DDA e pra ajudar vocês a acompanharem!


Ainda tô fuçando pra criar um widget bacana pra colocar aqui no blog, pra ficar mais fácil pra vocês e visualmente bacana.Quem quiser me ajudar, tô aceitando, hein! :oP

Espero que fique mais fácil acompanhar os posts! Me digam o que acharam!




Curta o Diário de uma avoada no Facebook aqui!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Jingle bell...

Ajudar a fazer a ceia está sendo um desafio! Na cozinha estamos eu, minha mãe e minha tia. Uma é TDA diagnosticada, uma faz parte das minhas suspeitas e se não somos todas acometidas do mesmo problema, certamente somos caducas e estamos meio bebinhas! Hehehe!

Ainda assim, tirei um tempinho pra agradecer o apoio de vocês nesses últimos meses e desejara vocês boas festas, com muito amor para vocês e seus familiares!

Acho que a essência do Natal é exatamente isso que vocês tem feito por mim: solidariedade, conselho, auxílio e companheirismo, e por isso fico grata.

Saibam que estou sempre aqui pra retribuir este carinho!

Boas Festas para todos os avoadinhos que passam por aqui!

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