terça-feira, 30 de julho de 2013

É coisa da sua cabeça

Minha terapeuta está firme no  propósito de me convencer de que nem tudo o que acontece é culpa do TDAH.
Vai ver ela não quer que eu fique auto-complacente e que eu aceite que estou medicada, logo, não deveria dar tantas mancadas.
Mas na verdade eu melhorei muito!
Esqueço uma coisinha aqui, outra acolá, já peguei uns e-mails mau escritos no trabalho e às vezes me pego funcionando totalmente no automático, pensando no discurso do Papa em vez de no que estou escrevendo!
Mas quando leio meus diários de 2009, por exemplo, 2 anos antes do diagnóstico de fato, me vejo fazendo coisas bem piores, sendo vitimada por rompantes de impulsividade e distração que só me faziam mal, e penso: nem tudo mudou, mas em grande parte, tudo está melhor.
E antes eu encarava como uma falha minha, como se eu fosse uma pessoa má. Preguiçosa, distraída, sem noção, maluca etc.
Hoje eu sei que ser assim não é falha de caráter, mas é inevitável. Porém, saber que eu sou assim me ajuda a entender quando eu devo me policiar pra fazer diferente, fazer melhor.
E é isso que a terapeuta quer que eu perceba.

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