domingo, 9 de setembro de 2012

Me familiarizando com Tio Hallowell

Quando descobri que tinha TDAH, tive a reação padrão: um alívio absurdo!
Até entender que metade das coisas que aconteceram na minha vida de ruim - e de bom - não foram culpa minha, passou um bom tempo e muitas sessões de terapia.
Por um bom tempo achei graça do distúrbio. Cultivei meu bom humor em torno dos esquecimentos, das gafes, das topadas, dos erros.


Lendo o livro do Dr. Hallowell, Tendência à distração, comecei a entender porque algumas pessoas em blogs e grupos sobre o tema em redes sociais parecem tão deprimidas, especialmente aquelas que descobriram serem portadoras do transtorno na meia-idade.

Acho que depois do alívio, vem as lembranças. Passa aquele filminho da nossa vida na cabeça e dá aquela raiva! Essa raiva é uma vozinha na cabeça que diz "Por que não soube disso antes?" ou "Tanta coisa na minha vida poderia ter sido diferente se minha família tivesse essa informação antes!".

Todo mundo sabe que não vale a pena se lamuriar, especialmente sobre o passado, que não dá mais pra mudar.

Mas é inegável que o caminho do TDAH até o diagnóstico é mais doloroso do que parece.

Como o diagnóstico é dimensional, ou seja, existem pessoas com sintomas mais ou menos intensos, tem pessoas por aí que sofreram muito na escola, na faculdade, nos seus relacionamentos, em família e finalmente, no trabalho, até descobrirem que tinham um problema.

Alguns aprenderam a "desviar da bola" e desenvolveram mecanismos pra lidar com seus atrasos e esquecimentos - e esses mecanismos são importantíssimos inclusive se você já foi diagnosticado - mas outras pessoas sucumbem perante as dificuldades, se convencem de que são idiotas, retardadas, lentas demais pra viver em sociedade, e tem uma auto-estima do tamanho de uma noz. Alguns desenvolvem depressão.

Embora eu fique chateada com alguns excessos de mimimi, inclusive os meus - acho que isso é produto da criação que tive, muito inibidora de mimimis - não dá pra ignorar o quanto a gente sofre.

Mas ainda que existam muitos motivos pra chorar, precisamos persistir em sorrir.

Proponho uma campanha: HIPERFOCO NO SORRISO!

Que tal? No more mimimi.

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