terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Como eu me sinto quando

Condescendência. Auto-piedade. Comiseração. Auto-indulgência.

Tudo isso eu sinto quando preciso acordar muito cedo pra chegar na hora em algum compromisso.

É simplesmente automático, sem negociação, sem mão na consciência, inevitavelmente irresponsável, no sentido de "não posso ser responsabilizada por", pois a sensação é de que eu não controlo minha necessidade de "só mais cinco minutinhos" - e que óbvia e instantaneamente, se tornam UMA HORA.

Só me dou conta de que tô meia hora atrasada quando toca um alarme do celular, me dizendo que é hora de sair!

Quem sabe eu devesse passar a colocar alarmes impostergáveis pra hora do banho...

Mas me sinto tão ridícula tendo que fazer isso!

Isso não me traz memórias agradáveis. Me lembra de quando eu era menina, e minha mãe tinha que me dar surra de toalha molhada, jogar água em mim, tudo preu aceitar que eu precisava levantar da cama às seis da manhã pra ir à escola.

Talvez eu devesse voltar a morar com a minha mãe. Ou ensinar minha cachorra a me morder de manhã cedo.

Vou estudar melhor esses planos.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

12 hábitos de gerenciamento de tempo para ficar craque em 2013

Oi, avoados queridos!
Achei um artigo na Forbes sobre gerenciamento de tempo e o achei fabuloso, então traduzi e vou postar aqui pra vocês, ok?!
Boa leitura!



Benjamin Franklin

Benjamin Franklin (Wikipedia)
Aproximadamente há trezentos anos atrás, Benjamin Franklin inventou uma abordagem para alterar hábitos que ainda está para ser superada.

Um jovem adulto tentando melhorar, Franklin desenvolveu uma lista de treze virtudes, com uma breve definição de cada uma. Essas eram características de personalidade que ele considerou importantes, mas que ele não via em si mesmo. Ele sabia que nutrindo esses hábitos poderia trazer algo de positivo a sua vida.

Começando no topo da lista, Franklin passou uma semana em cada virtude. De manhã ele pensava em como ele reforçaria o novo hábito dia afora. Durante o dia ele olhava suas anotações para se lembrar do novo hábito. No fim do dia, ele contava quantas vezes tinha recaído em seu velho hábito que ele gostaria de eliminar.

Enquanto Franklin estava surpreso o quanto seu comportamento era "falho", ele estava decidido a continuar, trabalhando toda a lista em um ciclo de treze semanas, e completando quatro desses ciclos em um ano. Como resultado, ele notou em sua autobiografia que enquanto perfeição era inalcançável, ele conseguia ver grandes melhoramentos.


Psicólogos modernos reconhecem três elementos-chave no procedimento de 300 anos de Franklin para mudança de hábitos:
  1. Ele começou comprometido com o novo comportamento.
  2. Ele trabalhou em um hábito por vez.
  3. Ele colocou lembretes visuais.
Aplicando o método Bejamin Franklin
Aqui estão 12 hábitos de gerenciamento de tempo para o novo ano. Molde-os como quiser, mas faça o que fizer, trabalhe em cada um por semana usando o Método de Benjamin Franklin.
Hábito 1:  Tente ser autêntico. Seja tão honesto consigo mesmo quanto puder sobre o que você quer e porque faz o que está fazendo.
Hábito 2: Favoreça relacionamentos. Empenhe ensforços em construir relacionamentos com pessoas em que você possa confiar e contar, e se assegure de que essas pessoas podem confiar e contar com você também.
Hábito 3: Mantenha um estilo de vida que vai lhe dar o máximo de energia. Estimule-se a fazer exercícios aeróbicos pelo menos três vezes na semana, comendo um almoço leve e dormindo o suficiente.
Hábito 4: Ouça seus bioritmos e organize seu dia de acordo com eles. Faça um hábito em prestar atenção em flutuações regulares na sua energia mental e física e níveis de energia mental durante o dia; e baseado no que aprender, faça ajustes em como você agenda tarefas.
Hábito 5: Estabeleça poucas prioridades e teime nelas. Selecione no máximo duas coisas que são suas prioridades máximas - como estudar e ir à academia - e planeje tempo pra trabalhar nelas.
Hábito 6: Esqueça duas coisas que são inconsistentes com as suas prioridades. Fique bom em dizer não a outras pessoas e o faça frequentemente.
Hábito 7: Guarde tempo para esforço concentrado. Agende um tempo para trabalhar em cima de uma coisa só.
Hábito 8: Sempre procure maneiras de fazer sua tarefas de uma forma melhor e mais rápida. Cuide-se com tarefas que você faz e refaz, e procure maneiras de melhorar como você as faz.
Hábito 9: Construa processos sólidos. Construa processos que duram e correm sem sua atenção.
Hábito 10: Visualize os problemas à frente e resolva-os imediatamente. Guarde tempo para pensar no que pode dar errado adiante e enfrente os problemas assim que você puder.
Hábito 11: Quebre seus objetivos em unidades pequenas de trabalho, e pense em cada unidade por vez. Passe a maior parte do tempo trabalhando na tarefa que está na sua frente e evite sonhar muito com o grande objetivo.
Hábito 12: Termine o que é importante e pare de fazer o que não vale mais a pena. Não pare de fazer o que você considera importante a não ser que haja realmente uma boa razão para desistir.
Livremente traduzido da Forbes: 12 time management skills to master in 2013

Dança afro

Aí que eu segui o conselho do dentista e fui fazer uma aula de dança.

Uma amiga me chamou pra uma aula experimental de Dança dos Orixás, e lá fui eu!

A parada é bem catártica e energética, puxada!

Começa com uns alongamentos e asanas de ioga, que já pratico em casa, legal.

Suando loucamente, não tinha ar condicionado...

Os movimentos foram ficando difíceis e o TDAH ficou logo evidente quando comecei a ficar frustrada por não conseguir rebolar, ondular a coluna, andar pra frente mas de lado feito caranguejo enquanto corto no ar com a espada de Ogum e me defendo com o escudo de Oxóssi! Tudo ao mesmo tempo!

Complexo. Coordenação motora nota zero!

Aí que eu voltei a fazer ioga em casa.


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Causos

A tônica dos comentários no post de causos é essa: "Adorei a ideia! Te mando alguma, assim que eu conseguir me lembrar de alguma coisa!"

Nossa memória é mesmo objeto de estudo!

É quase como que um Alzheimer ao contrário, porque a nossa memória recente, na maioria das vezes, até vai bem. Ou não....será?

Se vai bem ou mal, acho que é mais de cada um, mas a memória de coisas antigas parece que só existe se foi mesmo uma coisa muito marcante.

Eu mesma lembro de algumas tdacagadas que eu fiz, mas às vezes elas parecem se confundir na minha caixola.

Sem falar que tem algumas que eu não sei se foram reais ou sonho!

Em compensação, tem uns momentos que parecem tão insignificantes, mas que eu lembro tão bem! Como daquela vez em que eu tava indo pra casa de um namorado e de repente, em uma dessas viagens mentais que a gente faz, concentrada no barulho do motor do carro, foquei na luz batendo em uma mecha do meu cabelo e tive uma epifania qualquer, como uma sensação de completude muito grande. Algo que dizia "você está bem assim. Volta pra casa."

Foi um momento muito bom. Mal sei dizer porque. Terminei esse namoro pouco tempo depois e passei por uma fase de autoconhecimento maravilhosa na minha vida.

Teve uma vez também que eu fui descer da kombi toda pimpona e me taquei pro lado de fora e quando vi, a saia ficou agarrada em algum aço do banco e eu rasguei minha saia. Lá se foi a pimponice...

Eu vou tentar forçar a memória um pouquinho pra ver se lembro de algo não tão constrangedor! Haha!

Enquanto isso, vocês ficam com o blog do Juan, cujo link é: Sabia que eu tinha esquecido alguma coisa

Tudo a ver, não?! =)

sábado, 23 de fevereiro de 2013

O ciclo da auto-sabotagem

Já leram esse livro?

É muito bom e poderia muito bem ter sido escrito por um TDA, porque nós somos os reis do auto-boicote!

Deixa eu dar um exemplo bem bacana.

Estou morando sozinha há alguns meses. Nesse ínterim, passei pelo término do meu namoro de quase quatro anos. Estou ainda aprendendo a lidar com a solidão, com cozinhar só pra um, com ainda não ter um bichinho - uma planta é tudo de vivo que tem dentro dessa casa além de mim - e com adaptação de rotina.

Tenho passado alguns problemas familiares, sendo a psicóloga de alguns amigos - lembrando que a minha formação é em Direito. É, pois é, vai entender - e a TPM veio firme e forte nesse meio de mês, pontual feito uma bomba-relógio.

Aí o que a Avoadda faz? Resolve testar um período sem os antidepressivos!!! Não parece esperto pra você?

Períodos de raiva, frustração e desânimo entremeados com tristeza e cansaço, muito cansaço.

Isso não pode ser bom.

Onde eu tava com a cabeça ao achar que esse era o melhor momento de provar pra mim mesma que posso ficar sem a medicação? Juro que foi inconsciente, assim como eu aposto que é pra você.

E cara, quando até sua terapeuta te acolhe maternalmente dizendo "Querida, cuida de você! Compra seus remedinhos, ta?" é porque você fez besteira.

Acho que vou reler o livro além de comprar os remédios.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Desabafo

Hoje vou postar o texto de um amigo que resolveu se confessar com o teclado do computador. Olhaí!

"É foda ser tdah! Tem hora que cansa, ter uma mente tão peculiar e por isso incompreendida, em tempos onde a mediocridade impera cansa a beleza. Não que sejamos perfeitos, não somos, mas parece que os não tdah´s pra não se frustarem com o sua mediocridade nos usam como bodes expiatórios, os nossos defeitos ganham uma magnitude desproporcional e parece que estamos a vida toda em divida com as pessoas "normais", eu queria de alguma maneira acabar com isso.

Não é fácil ser a gente, viver essa instabilidade emocional, acordar feliz e só de falar ao telefone com alguém triste e nosso dia ir por água abaixo é foda. Viver em mundo desumano com uma cabeça igual a nossa é tenso, a gente se importa, por vezes até demais, somos corretos em pensamentos, mas falhos na execução, o que em um sistema capitalista é um pecado capital, somos inconstantes.

Eu tenho 32 anos, tenho um relacionamento de 8 anos, dos quais 5 moramos juntos. Apesar de ter uma carreira estável pra um tdah, vivo altos e baixos, alterno períodos de extrema vontade, com tempos de extrema apatia, começo projetos, envolvo pessoas, todo mundo se empolga e ai eu canso, não quero mais saber de nada, me deprimo é muito duro lidar com esse instabilidade. Em momentos de maior desespero chego a pensar na saída mais fácil, fico tempo pensando em cartas, em uma delas penso em dizer como o mundo faz a gente sofrer, penso em dizer pra pessoas serem um pouco mais sensíveis, não sensíveis como nós somos, mas apenas que tenham alguma sensibilidade, mas são só pensamentos, apesar de tudo, me parece que sempre temos sorte, pois dificilmente estamos abandonados, isso seria um desrespeito com as pessoas que me ajudam.

Mesmo nos momentos mais ruins, eu não perco a esperança, creio firmemente que não tenho uma doença, tirando essa instabilidade, temos qualidades que os não tdah´s não tem. Quando penso num mundo ideal, ele é rodeado por tdah´s, felizes e produtivos, nesse mundo ideal também não existiria dinheiro, as pessoas trabalhariam por prazer, passo horas nesse mundo, quem sabe o dia que eu aprender a tirar as coisas da minha cabeça isso não vire um livro? Mas enquanto essa utopia está longe, fico pensando num jeito de fazer as pessoas entenderem que nós não somos o problema e sim parte da solução. 

Escrevo esse pequeno relato em um momento bem difícil, "não sei distinguir quem tá errado, sei lá, minha ideologia enfraqueceu" essa passagem de uma música do racionais me define bem nesse momento, mas mesmo agora, onde tudo está tão doloroso, eu não perco a fé de que vim pra fazer algo diferente nesse mundo. Creio como uma filosofia de vida que viemos ao mundo pra trazer algo de belo, de diferente, pra fazer a humanidade dar o próximo passo. 

Por isso tdah uni-vos, mesmo nos momentos mais difíceis, acreditem em si mesmos, não deixem eles fazerem você acreditar que não tem valor. Levante a cabeça e enfrente a batalha, pois no fim, um dia haveremos de transformar esse mundo em um lugar melhor. "

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Desdobramentos da ansiedade

Aeaeaeaeaeaeae, a Avoada voltou!!!

Tô imaginando meu namorado agora, que fica todo feliz quando eu atualizo o blog. Acho que ele fica dando graças a Deus que eu consegui achar um pingo de disciplina dentro de mim, pelo menos o suficiente pra voltar aqui e falar com vocês! Obrigada pelo carinho de sempre, viu, gente! Sempre me divirto horrores aqui com vocês! Já escrevi em outros lugares na internet e nunca me diverti tanto quanto me divirto aqui no DDA.

Acho que é por que aqui, embora tenha o anonimato, sou eu mesma, com as minhas virtudes e meus defeitos, e minhas limitações ddazísticas. Que fique bem claro que ser distraído, enrolado e esquecido, no caso do DDA, não é necessariamente um defeito, mas sim uma condição do comportamento, que pode ser amenizada com muito TCC e medicação, e outros tratamentos alternativos que ainda pretendo estudar e discutir aqui com vocês.

Falo isso porque muitas vezes o TDAH tem comorbidades (distúrbios asssociados ao DDA), que prejudicam muito o tratamento e às vezes precisam ser tratadas até mesmo antes de ser tratado o TDAH.

Ah, gente, eu fico variando entre DDA e TDAH, mas é porque eu sou tia, entendeu?! Quando eu soube o que era Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, ainda se chamava Distúrbio de Déficit de Atenção. No último DSM-IV, um livro médico que define os transtornos psiquiátricos - esse ano já saiu mais um- o nome é mesmo TDAH, mas não é errado totalmente dizer DDA, eu acho. Então, quando eu falo DDA ou TDAH, to me referindo a mesma coisa, ok?!

Enfim, chega de devaneios!!! (Difícil, mas vou tentar)

Mas então, as comorbidades! Hehehe!

Eu não tenho nenhum diagnóstico definido pra comorbidade. Acho que sou meio hipocondríaca e minha terapeuta nunca fala pra não me assustar, sei lá. Mas o que já definimos é que tenho uma distmia louca e vario um pouco entre a depressão de leve e a ansiedade extrema.

Por conta da ansiedade, desenvolvi uma coisa chamada bruxismo.

O bruxismo é o hábito que a pessoa tem de ranger ou apertar os dentes e pode acontecer à noite (bruxismo noturno) ou durante o dia mesmo (bruxismo de vigília).

Acontece muito com pessoas que trabalham em situações que exigem muita atenção ou com muita tensão, como policiais, operadores de tráfego, analistas - deixa eu baixar essa música, que eu mal escuto meu pensamento, péra - tá. Então, pessoas que trabalham analisando coisas sofrem com bruxismo de vigília. E eu trabalho analisando coisas. E tenho os dois tipos de bruxismo.

Quem me acompanha meu twitter (@avoadda) viu que ando às voltas com dentes lascados e quebrados por conta disso e agora, pra piorar, vou ter que colocar uma coroa, ou seja, um pino e um dentinho de porcelana, porque o que restou do meu dente ficou muito fraquinho. O resto dos dentes lascados - são dois - podem ser resolvidos com um pouquinho de resina, mas esse dente mais avariado já sofreu tratamento de canal, então, não vai ter como salvar!

Fiquei muito triste, porque mamãe vendeu uma fazenda pra pagar meu aparelho nos dentes quando eu era criança e com toda modéstia, tenho um sorriso bem bonito. A ideia de fazer canal já me deixou chocada na época - o cigarro, outra muleta contra a ansiedade, acaba com o esmalte dos dentes, deixando-o mais exposto à cáries violentas como a que eu tive - e de colocar uma prótese então me deixou ainda mais triste.

Mas pelo menos agora o dentista vai fazer uma plaquinha de acrílico com o molde dos meus dentes pra evitar que eu fique apertando tanto e se apertar, que não prejudique tanto os dentes.

Mas ele disse que a melhor solução pra isso é uma dança de salão, uma yoga, uma meditação! Hahaha!

Aí eu fui fazer uma aula experimental de dança afro!

Mas isso eu conto no próximo post...

Até lá!

Beijoooo!

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