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sexta-feira, 27 de março de 2015

Resenha: Foco & Atenção

Meu chefe me perguntou esses dias o que era essa caixinha que mantenho em cima da mesa.

E ele fez a maior cara de espanto quando respondi: "É um livro!"

Tem vários livros agora nesse formato. São caixinhas em que cada cartão representa uma página.

No livro FOCO & ATENÇÃO cada cartão tem uma pergunta, um questionamento sobre como você tem feito uso do foco.

Você está usando seu foco para direcionar sua equipe?
Você consegue perceber os momentos em que se dispersa e se corrigir?
Cite quais são seus pontos fortes e como o foco pode ajudar a melhorá-los.

Coisas assim, sabe?

Todo dia eu leio alguns cartões, reflito um pouquinho e quando encontro uma resposta, escrevo no cartão.

Se eu achar importante, mantenho na minha mesa pra me lembrar daquilo nos momentos de dispersão do dia.

Acaba virando um "Minutos de Sabedoria para TDAHs" rsrsrs...

Recomendo a leitura. É divertido, interativo, algo produtivo pra fazer naqueles momentos em que a cabeça não aguenta mais pensar - tipo a cada 50 minutos do dia  - e ainda faz uma linha "estou me aprimorando" no trabalho! Rá!




terça-feira, 3 de março de 2015

Resenha: FOCO, de Daniel Goleman


Neste livro o Dr. Daniel Goleman, renomado autor de Inteligência Emocional, explica de forma acessível e até divertida como funcionam os mencanismos de atenção e foco, tanto em cérebros neurotípicos ("normais"), quanto em cérebros com TDAH e a influência do foco na vida dos seres humanos.

Através da explanação de vários estudos científicos, aprendemos como o foco pode auxiliar na busca e atingimento de nossos objetivos, profissionais, acadêmicos e pessoais.

Goleman ensina a priorizar aquilo que é de fato importante para o que nos propomos, e o faz através da exemplificação.

O livro ensina algo que acho muito importante: autoconhecimento e autocontrole. Acho que essas são ferramentas indispensáveis para quem é TDAH, pois é importante entendermos como o nosso cérebro funciona para que possamos adaptar nossa rotina de forma a aumentar nossa produtividade ou ao menos colocá-la  em níveis normais, dentro das expectativas do que nossos familiares, colegas de trabalho e amigos esperam. Sei que é chato a ideia de ter que se adaptar à sociedade - eu mesma detesto esse pensamento - mas na maior parte do tempo temos que agir assim para conseguir certas coisas que queremos, como respeito, reconhecimento e metas alcançadas.

E a disciplina é importantíssima para implementarmos as proposições às quais nos comprometemos.É aí que reside o autocontrole de Goleman.

Goleman é um adepto da meditação e em como isso intensifica o poder do foco na vida das pessoas. Ele dedica uma parte do livro a estudos que comprovam estes fatos.

Por fim, o autor mostra como o foco pode influenciar no exercício da liderança, posição que muitos de nós ou exercemos ou almejamos exercer.

Eu gostei muito do livro e achei uma leitura muita válida, tanto para TDAHs quanto para neurotípicos, embora o enfoque dado ao TDAH esteja mais na parte inicial do livro.

Se você quiser ver mais resenhas sobre o livro, pode ler no Skoob.

Você pode ainda ler algumas páginas do próprio livro nesse link -- > Leia um trecho do livro em PDF

Boa leitura!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Como organizar suas leituras (apesar do TDAH) - parte IV

Crie um ritual

Todas essas coisas que falam sobre a preparação da leitura são mesmo importantes.

Tudo o que você quiser fazer para tornar essa uma experiência gostosa, faça!

Um bom café ou uma bela xícara de chá - nesses dias frios, uma bebida quente é a melhor coisa - um pratinho de frutas do lado, uma poltrona, sofá, futon, rede, desde que confortáveis ou até mesmo a sua cama são lugares bons pra abrir um livro. Só cuidado pra não dormir! A não ser que essa seja mesmo o seu objetivo: RELAXAR.

Enfim, tudo o que você associa a coisas boas se torna algo mais significativo, prazeroso e fácil de fazer!

Como pessoas normais leem livros
Como eu leio livros



terça-feira, 24 de junho de 2014

Como organizar suas leituras (apesar do TDAH) - parte III

Defina metas

TDAHs precisam de metas e prazos. Ou melhor, de disciplina.

Até pra ler, Avoada? Aham, até pra ler.

Antes de dormir leio até um capítulo, a não ser que o sono esteja muito inevitável! E quem sofre de insônia, não pode perder a chance que representa um bocejo! Abri a boca, eu fecho o livro!

No trânsito, leio o quanto posso. Chegou o ponto, fecho o livro e retomo quando pegar o ônibus/metrô/trem de novo.

Quanto ao estudo de Direito, a coisa é mais séria e segue o cronograma de estudos. Tento me ater ao máximo a ele. Se hoje vou estudar Sucessões, vou ler toda a parte de Sucessões no dia de hoje, nem que isso represente mais de um capítulo, o que não é incomum.

Tento me manter concentrada por no mínimo 20 minutos, nos dias ruins, e por até 50 nos dias bons, em que a mente está afiada e me obedecendo. Aí paro a cada 20/50 minutos de estudo pra beber uma água, fazer xixi, comer um gummy bear. :P

Outro ponto importante: marcadores!

São divertidos e bonitinhos e eu defino um lado dele pra determinar em qual folha parei. Procuro parar a leitura no topo das páginas pra não me perder.

Se você quiser, pode fazer seus próprios marcadores e deixar essa criatividade viajar! Ó o gif aí embaixo!









Esse é perfeito! Eu nem precisaria ler a página inteira. Bastaria posicionar o dedinho onde parei!
Aqui embaixo tem os links onde encontrei essas imagens e tem tutoriais de como fazer seu próprio marcador. Vale a pena dar uma olhada!

http://mylifeoutsideofseries.blogspot.com.br/2013/03/marcadores-de-livros-criativo.html
http://viciadas-em-livros.blogspot.com.br/2013/03/inspiracao-marcadores-de-pagina.html
http://geracaoleiturapontocom.blogspot.com.br/2013/05/oi-gente-se-voces-assim-como-gente.html

domingo, 22 de junho de 2014

Como organizar suas leituras (apesar do TDAH) - parte II

Métodos

Eu tenho TDAH. Então, eu não tenho método pra leitura! Aliás, se você entrou nesse blog buscando métodos, vai acabar se frustrando!

Quando você é TDAH, a primeira coisa que precisamos aceitar é a tentativa. Estamos sempre tentando nos melhorar e nem sempre temos sucesso. Não estou dizendo pra você aceitar a falha e abraçá-la como sua melhor amiga, mas conviva de forma natural com o fato de que nem sempre você vai acertar.

No que concerne minhas leituras, eu tenho algumas manias/ tentativas de organização (que nem sempre são eficientes):

Defina ambientes

Eu não consigo ler um livro de cada vez! Tem muitos assuntos que me interessam, e ao mesmo tempo, e eu não sinto nenhuma culpa por isso!

Então, eu defino ambientes e períodos do dia pras minhas leituras.

Na escrivaninha sempre mantenho um livro de Direito pra ler, porque é lá que eu estudo. Meus livros de pesquisa ficam ali também, então, mantenho ali os livros de consulta, dependendo do tema que estou pesquisando. Podem ser até uns cinco livros, mas sempre tem um principal, que funciona como um guia. Quem estuda Direito sabe que sempre tem a corrente majoritária, então eu leio um doutrinador majoritário e vou permemando a leitura com outros doutrinadores com opiniões divergentes, pra ir formando minha opinião e linha de pesquisa.

Eu tenho dois períodos de estudo por dia: manhã (8h às 10h) e noite (21h às 23h). Nem sempre consigo estudar os dois períodos, ou pelo período completo, mas é nessa hora que leio sobre Direito.

Na bolsa sempre mantenho um pocket book pros trajetos pendulares. Se estou no trânsito, organizo minha agenda e tarefas no celular e depois me distraio com um livro. Gosto de ler livros sobre TDAH nesse período. Eles despertam meu raciocínio. Nesse momento também leio muitos e-books.

Eu PRECISO de livros de cabeceira! Ler também me relaxa pra dormir. Então, sempre mantenho um  livro bem leve, gostoso de ler do lado da cama. Pode ser poesia ou literatura, em qualquer idioma que eu consiga ler. Não pode ser um livro que me desperte ou desafie. Não sou muito boa em espanhol, por exemplo, então não leio livros desse idioma nessa hora e nem livros sobre psicologia, porque é um assunto que me deixa ligadíssima!

Estava lendo o blog da Thais Godinho e ela postou ontem sobre ler também, super coincidência! Dá uma passadinha no http://vidaorganizada.com e dê uma lida, vale a pena!

Imagem: birdsonawire.blog.com

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Como organizar suas leituras (apesar do TDAH) - parte I


Esse post foi um pedido especial da +Thaíssa Falbo , que disse precisar de ajuda com suas leituras.

A principal característica do Transtorno de Déficit de Atenção seja talvez a instabilidade dos níveis de atenção e concentração.

Dependendo do assunto tratado em um livro, o TDAH pode muito bem passar horas agarrado na brochura como abandoná-lo nos primeiros parágrafos (ou linhas!).

Eu sou uma leitora voraz e me guio muito pelo que estou sentindo pra começar minhas leituras. Às vezes quero praticar o inglês ou o francês e retomo minhas leituras nesses idiomas. Em outras, quero uma história que me prenda, fascinada! E sempre permeio essas leituras com livros técnicos sobre Direito e Psicologia; um porque é minha área de formação, o outro porque estou sempre lendo sobre TDAH e comorbidades.

Aí você me pergunta: como você consegue conciliar todas essas leituras? Então... não consigo! HAHAHA!

Não raro, me perco no que estou lendo e abandono um livro pra começar outro, porque enjoei, porque quero ler outra coisa, porque esse ta muito difícil, porque esse é muito fácil e por aí vai! Rsrsrs

Então, é preciso ter alguma organização pra não me perder nas leituras.



Foto: http://yumenosekaimm.blogspot.com.br/2013/09/skoob-tag.html
A primeira ferramenta que eu uso pra organizar os livros é o skoob, um site em que você registra a sua biblioteca e tenta organizar. Defini ali minha meta de leitura pra esse ano (que é alterada o tempo todo, porque sempre acabo comprando livros novos pra ler e incluo lá), além dos que eu quero ler, já li, vou reler etc. Se você quer organizar suas leituras, recomendo fazer seu cadastro no site e começar já!

Eu gostei também muito das dicas da Fernanda no Segredos em Livros. Ela faz muita coisa que eu faço, mas vou ser mais detalhada quanto às minhas rotinas de leitura nos próximos posts! :)

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Gap

Então, agora fiquei meio sem idéias do que postar...
Ando tão cansada que até consigo VER quando minha mente divaga!
Nessas horas, me pego escrevendo meu nome em algum papelzinho, em uma tentativa patética de auto-afirmação.

Tô tomando muitas verdades na cara com esse livro do Hallowell, vocês não fazem ideia.

Pra mim, a mais chocante foi o depoimento de uma paciente, dizendo que, pra ela, a vida é uma série de desgostos permeada por alguns momentos de prazer.

Eu sempre concordei com isso! Gostava de acreditar nisto, mas em uma perspectiva conformista, algo do tipo "pra que esperar tanto da vida se o que ela pode te oferecer é isso e só!?"...

Como se tivesse baixado as expectativas pra não sofrer muito. A vida é dura msm, é puxado!

Não me iludia com idéias de felicidade eterna e me contentava com os poucos momentos que a vida me oferecia.

Achava as pessoas em busca de um ideal de felicidade e pensava: "que idiotas!".

Me achava a maioral porque "sou realista".

Mas a realidade é uma bosta! Que faremos? Nada? Então, nada mudará.

Olha quanta coisa um simples livro faz a gente pensar!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

No mundo da lua



Acabei de ler o livro No mundo da lua, do Dr. Paulo Mattos.
O livro é feito em perguntas e respostas, feitinho pro TDAH, que não tem paciência de ler e sai pulando aquilo que ele acha chato.
A abordagem do livro é leve, boa para leigos e até crianças.
Aliás, ele fala do TDAH adulto, mas fala com muita propriedade sobre o infantil. Achei uma ótima leitura para os pais!


P.S.: Deu pra reparar que eu sou uma leitura compulsiva, né?! Na verdade, sou compulsiva pra várias coisas: comer, beber, falar... Mas ler é a minha única compulsão saudável! Tem certas coisas que acho chatas de ler, mas livros sobre TDAH tem sido um prazer! Ainda bem, né! Senão meu autoconhecimento ficaria prejudicado e especialmente, meu tratamento.
Ler e se informar sobre o assunto também é muito importante. E isso também vale pra família do portador!
Infelizmente, minha família não se interessa tanto pelo assunto quanto eu. Mas isso é papo pra outro post. ;)



domingo, 9 de setembro de 2012

Me familiarizando com Tio Hallowell

Quando descobri que tinha TDAH, tive a reação padrão: um alívio absurdo!
Até entender que metade das coisas que aconteceram na minha vida de ruim - e de bom - não foram culpa minha, passou um bom tempo e muitas sessões de terapia.
Por um bom tempo achei graça do distúrbio. Cultivei meu bom humor em torno dos esquecimentos, das gafes, das topadas, dos erros.


Lendo o livro do Dr. Hallowell, Tendência à distração, comecei a entender porque algumas pessoas em blogs e grupos sobre o tema em redes sociais parecem tão deprimidas, especialmente aquelas que descobriram serem portadoras do transtorno na meia-idade.

Acho que depois do alívio, vem as lembranças. Passa aquele filminho da nossa vida na cabeça e dá aquela raiva! Essa raiva é uma vozinha na cabeça que diz "Por que não soube disso antes?" ou "Tanta coisa na minha vida poderia ter sido diferente se minha família tivesse essa informação antes!".

Todo mundo sabe que não vale a pena se lamuriar, especialmente sobre o passado, que não dá mais pra mudar.

Mas é inegável que o caminho do TDAH até o diagnóstico é mais doloroso do que parece.

Como o diagnóstico é dimensional, ou seja, existem pessoas com sintomas mais ou menos intensos, tem pessoas por aí que sofreram muito na escola, na faculdade, nos seus relacionamentos, em família e finalmente, no trabalho, até descobrirem que tinham um problema.

Alguns aprenderam a "desviar da bola" e desenvolveram mecanismos pra lidar com seus atrasos e esquecimentos - e esses mecanismos são importantíssimos inclusive se você já foi diagnosticado - mas outras pessoas sucumbem perante as dificuldades, se convencem de que são idiotas, retardadas, lentas demais pra viver em sociedade, e tem uma auto-estima do tamanho de uma noz. Alguns desenvolvem depressão.

Embora eu fique chateada com alguns excessos de mimimi, inclusive os meus - acho que isso é produto da criação que tive, muito inibidora de mimimis - não dá pra ignorar o quanto a gente sofre.

Mas ainda que existam muitos motivos pra chorar, precisamos persistir em sorrir.

Proponho uma campanha: HIPERFOCO NO SORRISO!

Que tal? No more mimimi.

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